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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Finitude

Ontem à noite dei por mim a pensar em como o nosso corpo é frágil e finito... Embora não seja uma novidade para ninguém!

Lembrei-me de como a minha pele era macia e hidratada mesmo após a depilação e de como agora a tenho de encher de creme para garantir o mesmo efeito (o que para mim é horrível porque não gosto de colocar cremes). Depois comecei a pensar como ela é lisinha e rosada e com o tempo começa a ficar com manchas e enrugada. qual metamorfose, qual borboleta! Sofremos a nossa metamorfose diariamente, sem nos escondermos num casulo como elas... (há quem se tente esconder, por detrás de cremes anti-rugas ou de cirurgias plásticas, mas não creio que o consigam, pelo menos por muito tempo).

Não tenho problemas com o envelhecer! Sei que quem me ouve diz que é por ser ainda nova, mas penso que isso faz parte de mim... 

Os anos e a evolução da medicina, mas não só, têm aumentado a esperança de vida da nossa espécie. Mas acredito que a qualidade de vida tem sido diminuída... Temos prolongado a existência desta máquina que é o nosso corpo, mas a que custo??? Por outro lado, deve ser muitíssimo difícil para quem aos 80, 90, 100 anos mantém uma mente lúcida e espírito livre e vive numa "prisão" que é este corpo finito que não consegue acompanhar a mente...


    Ontem ouvi este TIC TAC, do tempo a passar pelo meu corpo!







1 comentário:

  1. Verdade, começo a aperceber-me disso em mim e observo-o no meu pai; absolutamente lúcido e cheio de humor, preso num corpo de 97 anos...

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