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terça-feira, 16 de julho de 2013

Primeiro amor...

Hoje andei a visitar pastas antigas do meu computador (ou do que sobrou dele, o antigo) e encontrei algo que me fez sorrir. Encontrei uns poemas que o meu marido me escreveu na altura em que começámos a namorar. Pode parecer lamechas agora, mas na altura deixou-me nas nuvens. Deixo-vos algumas partes para verem como começou este amor de duas crianças e que já dura há cerca de um terço da minha vida. =D

Numa sala de biblioteca
Pus-me a escrever
Pensando naquela miúda
Que nunca irei esquecer

Caneta na mão
Não consigo parar
Parece o meu coração

Que não te deixa de amar

...

Foi numa discoteca
Que tudo começou
Olhos nos olhos
A paixão balançou

O teu nome não digo
Vais ter de adivinhar
Mas se queres uma ajuda
Basta-te pensar!

...

A distância que nos separa
Tem quilómetros às dezenas
Mas o que há entre nós
Conta-se ás centenas

...

A Lisboa vieste tu
Com os olhos postos em mim
Querias estar comigo
E tudo começou assim

...

Ao Cabo da Roca te levei
O horizonte ficaste a olhar
Mas eu não precisei
Pois teus olhos são meu mar

Era um romântico este meu marido! E apesar de muito ter mudado às vezes ainda consigo ver uma réstia deste rapaz por quem um dia me apaixonei... (pena que o romantismo já não seja tão frequente)
A verdade é que por vezes na correria do dia-a-dia e perseguidos pela rotina deixamo-nos apanhar pelo comodismo e esquecemos de como era fácil e de como era bom o que sentíamos.
Estará o romantismo condenado nos dias que correm? Ou estarei eu a ficar velha e cega, ou antes acomodada?
Sendo algo que nos faz sentir tão bem, que nos rejuvenesce e dá borboletas na barriga, porque deixamos a chama esmorecer, porque deixamos o fogo apagar e só reparamos quando as brasas começam a arrefecer e a tornar-se cinza? Vale ou não vale a pena lutar por sensações como esta, como o que sentimos com o nosso primeiro amor?
Para mim vale! Vale cada segundo de nervosismo, da dúvida do que vestir e de experimentar mil e um vestidos só porque vamos ao cinema, das borboletas na barriga ao receber uma SMS com "estou a chegar", o arrepio pelo corpo quando os lábios se tocam. Para mim vale a pena o AMOR. Para mim vales a pena TU que estás sempre aqui. 
Está na altura de soprar as brasas ainda incandescentes antes que se apaguem!

E tu que lês este post, faz o mesmo. Desliga o PC e vai em busca do teu amor...

Com <3,
Cat


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