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sábado, 14 de novembro de 2015

8 meses

Faz amanhã oito meses desde a última vez que aqui escrevi...
Ich schame mich... Envergonho-me...
Vidas demasiado ocupadas, que ainda assim se mantêm como que vazias. A minha pelo menos.
Os últimos meses não têm sido fáceis e tenho deixado de lado quase tudo o que sempre gostei de fazer. Escrever?! Parece que já não me aventuro, tornei-me burra de mais para isso, a minha linguagem tornou-se vulgar e perdi as palavras caras e bonitas que embelezam ou poderiam embelezar os meus textos. Artesanato?! Cheguei à conclusão que não tenho tempo para ele, além do mais já há uns tempos que só me trazia despesa... Musica?! Há anos que não toco, gostava de voltar a tocar. Esta semana fui informar-me, tenho duas opções: ou entro numa banda onde me ensinam um novo instrumento, mas que por outro lado me traz outro tipo de obrigações como ensaios e apresentações, com as quais não me quero comprometer neste momento; ou vou para a escola de música aqui da cidade, que me en.sina um instrumento pela módica quantia de 58€ por mês, tendo direito a ser obrigada a assimilar tudo muito rápido pois as aulas são semanais e têm a duração de meia hora!!!! Tendo em conta que trabalho por turnos, e que as aulas só poderiam ser à sexta à tarde, a senhora da recepção respondeu-me: "-Então teríamos de ver, porque nesse caso apenas poderiam ter aulas de duas em duas semanas...". Ja, toll!
Estou triste, neste momento parece de novo que nada me corre bem. E eu pessoa negativa como sempre já só vejo um buraco à minha volta e está dificíl de voltar a vir à tona..

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ich fühle mich...

... sehr traurig!

Esta semana voltei a relembrar-me de como preciso sentir-me amada e de como sofro sempre que isso não acontece!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Saudades do meu Pim!

O pôr-do-sol não é igual,
Quando estás longe de mim...
E a seguir a um dia longo,
Vem uma noite sem fim...
E quanto tempo vai passar...
Até te poder abraçar...
Eu só quero ter-te perto de mim,
E so quero estar contigo, assim,
Já não sei o que fazer
Porque posso enlouquecer...
Se não fizer amor contigo...
Se não fizer amor contigo!
E quando chove, até parece,
Que nunca mais vai parar,
Só o teu sorriso vai fazer
O sol tornar a brilhar...
Mas por enquanto, a chuva cai...
E esta saudade não se vai...
Eu só quero ter-te perto de mim,
E so quero estar contigo, assim,
Já não sei o que fazer
Porque posso enlouquecer...
Se não fizer amor contigo...
Se não fizer amor contigo!

sábado, 5 de outubro de 2013

Lares de Terceira Idade vs Envelhecimento no seio da família

Bom dia a todos, apesar de para mim não estar a começar bem!

Hoje acordei, desta forma madrugadora, com uma angústia no peito que não estou a conseguir dissipar. Acordei com o pensamento a remeter-me para a situação atual da avó do meu marido, uma Senhora de 88 anos de idade, a H., quase dependente total, viúva há 4 anos, que neste momento se encontra num lar. Quando o marido, o principal cuidador morreu, estando todos a trabalhar e/ou estudar e visto que a Senhora mora na nossa terra natal, numa aldeia, e portanto longe de nós, a solução foi encontrar um sítio onde cuidassem dela.
 Como sabemos hoje em dia é difícil encontrar pessoas que fiquem como internas em casa destes idosos, ainda mais quando as próprias casas são também elas antigas e oferecem poucas condições habitacionais. Por outro lado, esta é uma idosa que sempre abominou a ideia de ir para um lado. A solução encontrada então na altura foi deixá-la ao cuidado de uma senhora particular, que cuidava de idosos em sua casa. No início era apenas a avó do meu marido e outra que já lá estava. Depois, altura houve em que esta pessoa chegou a ter quatro pessoas ao seu cuidado. No entanto, era um ambiente mais reservado, mais doméstico e situava-se numa aldeia vizinha, onde acabava por receber visitas de familiares e amigos frequentemente.
Há uns meses, a sua condição física agravou-se e cremos que se não fosse a família a ir visitá-la naquele fim-de-semana, H. tinha falecido com uma extensa insuficiência renal, que por sua vez levou a uma grave insuficiência respiratória. Esteve hospitalizada um mês e pouco e quando começou a ser planeada a alta optámos por procurar outra solução. A verdade é que apesar de ter parecido uma boa solução ao princípio, este "lar" que encontrámos não lhe oferecia todas as condições que necessitava, percebemos mais tarde. A cuidadora passava os seus dias na sua horta e as idosas ficavam  muitas horas sozinhas, muitas vezes à beira de uma lareira acesa, sem proteção. Por outro lado verificou-se que quando a H. necessitou de assistência, esta cuidador não teve a perspicácia de chamar o INEM e levá-la para o hospital, contribuindo para o agravamento da situação clínica da H.
Quando a H. saiu do hospital já tinha á sua espera uma vaga num lar, na cidade mais próxima, ficando também a cerca de 300m do Hospital. Pareceu-nos uma solução óptima, até porque aqui teria assistência médica e de enfermagem diariamente, caso necessitasse. Também está numa zona acessível, com transportes mesmo à porta, o que facilita as visitas dos familiares que vêm da aldeia para a ver. Está lá há cerca de 6 meses e as coisas têm corrido bem até agora. No entanto há umas semanas que a H. começou a dizer que não quer estar ali, que não gosta pois vê ali coisas que a sua cabeça e o seu coração não podem aceitar. Sempre que a questionamos sobre essas coisas, nada mais adianta.

Ora, como sabem estou de partida para a Alemanha, e esta senhora H. de quem gosto muito resolveu há uns dias sair-se com esta:
"_ Então agora que já acabaste o curso e que não tens emprego, tu é que podias ficar comigo em casa!"
Bem, deixou-me de coração partido. Contudo é uma pessoa bastante pesada que exigiria grande esforço físico e que me deixaria "presa"24h por dia, 365 dias por ano. Na sua casa não teríamos condições para ficar e na minha também não por ser um terceiro andar sem elevador. Por outro lado, manter-se-iam os meus atuais problemas financeiros e todos os meus sonhos cairiam por terra. Confesso que nem considerei a questão, apesar de muita pena.
Então, hoje acordo às 6h da matina, a sentir-me altamente culpada por estar a ir-me embora ao encontro da minha vida e dos meus sonhos e como que a abandoná-la. Os seus três filhos já morreram, restando-lhe duas noras e quatro netos, metade dos quais raramente (ou nunca) a visitam. Acordei a sentir que o meu dever era ficar e cuidar eu dela, tirá-la daquele sítio onde não quer estar. A H. não é minha avó, apesar de gostar muito dela, e por isso acho que o dever não é meu, mas não consigo deixar de me sentir culpada. Já por várias vezes que refere que "quem inventou os lares devia arder no inferno" e que "a ganância é que faz com que deixem os idosos nos lares ao invés de cuidarem deles em casa, como outrora". Sei que não o dever não é meu, mas não consigo deixar de ouvir ecoar estas palavras e pensar no pecado da ganância que estou a cometer ao partir em busca de melhores condições e deixá-la ali.

Desculpem pelo extenso desabafo, mas precisava tentar dissipar esta angústia de qualquer forma.

E vocês o que pensam destas situações?

**Cat**

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Setembro, ciclos, presente e futuro

A minha andança por estas bandas tem sido escassa como é óbvio...
Sim, sei que sentem a minha falta, mas como bons leitores sem que compreendem a agitação em que a minha vida tem andado...
Até meados do meio do mês estive a terminar a primeira fase do meu curso de alemão. O A1 já está e agora siga para a Alemanha. Vou partir já no princípio de Outubro e não consigo parar de querer organizar tudo. Faltam cerca de três semanas e já tenho as malas praticamente feitas. Tenho também uma lista quase riscada, mas à qual acrescento todos os dias mais qualquer coisa. Tenho medo de me esquecer de algo crucial e por isso estou a fazer tudo com muita antecedência. Estou muito ansiosa por esta mudança que vai significar tanto na minha vida.

No outro dia lembrei-me de uma frase que me disseram uma vez: " a vida é feita de ciclos e normalmente cada ciclo começa ou acaba com um grande evento". Refleti sobre a minha vida até agora e é bem verdade... Aos 18 anos sai de casa, fui morar como meu namorado, numa cidade diferente, comecei a trabalhar e a fazer o IRS por minha conta, entrei na universidade e comecei a tirar a carta. Agora terminei o meu curso, deixo para trás a vida de estudante e os trabalhos temporários, entro à séria no mercado de trabalho e mudo-me para um país diferente! Estou apreensiva com o resultado, mas não posso deixar de estar feliz!

Por outro lado, tenho alturas do dia, em que sozinha em casa olho para as minhas coisas, para as fotos na parede e bate uma saudade. Penso nas diferenças do meu país em comparação com o país que me vai adotar: no clima, na gastronomia, nas pessoas, na luz... e nada melhor para exprimir isso que estas duas músicas:


" ...se uma lágrima te cair ao ver chegar o fim, toma cuidado, muito cuidado, que a saudade começa assim..."

Que vida ingrata a dos que se vêem obrigados a partir daquilo e daqueles que são seus em busca de novas oportunidades de vida. Mas a vida é mesmo assim, as viagens de avião hoje em dia já se conseguem a preços mais razoáveis. E não vou para o outro lado do mundo. Há sempre a internet que nos permite manter o contacto diária com a família, os amigos e convosco...

Obrigada por tudo,
Cat**

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Hoje tive um sonho...

Hoje sonhei um sonho...
Sonhei que me sentia amada. Senti-me desejada. Senti desejo e vontade de largar tudo pelo amor que sentia e recebia. Era um amor diferente do que estou habituada, eu mulher livre e determinada, feminista declarada!
Era um amor mais ao estilo da cultura indiana, em que a mulher é como que "aprisionada" pois deve viver em função do marido, muitas vezes ignorando a sua própria vontade. Esta cultura pode não ser exatamente assim, mas do que conheço dela foi a ideia que me deixou. E a verdade é que abdiquei de mim em algumas coisas, mas não abdiquei da minha vontade, por essa era fazer exatamente o que fui fazendo ao longo do sonho. Passei a vestir-me de forma diferente, os meus hábitos de vida mudaram, mas logo que o meu marido olhava para mim tudo era compensado! Acordei com uma sensação tão boa, com o sorriso nos lábios, sensação de amor romântico que não sinto há muito...

Depois acordei! E a sensação passou de ter um coração cheio, para um peito vazio!

Sinto falta de algo, há já bastante tempo. No dia-a-dia distraímo-nos com muita coisa e vamos ignorando o que diz o coração em prol do que diz a cabeça. Mas e se não voltar ao que era? E se nunca mais me voltar a sentir cheia? Vai ser sempre isto?

Quero voltar a dormir! Quero voltar a este sonho tão bom, onde não me importo de abdicar de tudo porque tenho amor... não quero continuar aqui onde abdico de muito e tenho recebido tão pouco.



Como não posso fazê-lo vou ali até à praia, espairecer um bocadinho...
Bom dia a todos!

domingo, 11 de agosto de 2013

Desiludida


"Onde está a dissimulação?
Partiu-se ao meio com a desilusão
Corações doendo
Pessoas se remoendo
Na valsa da decepção
O véu havia se rasgado
Transparecendo a vida
Transbordando a emoção."


O que fazer quando reparamos que talvez não conheçamos realmente aquele que passámos um terço da vida a amar?

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Heranças...

Odeio heranças, sempre odiei! Cada vez odeio mais! Não encontro nada de bom nisso, a não ser que a a herança seja dinheiro e haja um único herdeiro. As heranças só dão confusão. Confusão entre as famílias, confusão burocrático e despesas em escrituras e afins!
Já para não falar que fazem recordar que só estamos a herdar porque alguém que nos era querido já cá não está! É tão mais fácil quando é alguém a fazê-lo por nós. Devia ser obrigatório toda a gente dividir os seus pertences e deixar tudo tratado antes de morrer! Não deixar esta confusão para os outros...

Que massada! Tenha a cabeça a explodir, um nó na garganta e o estômago às voltas que me deixa enjoada!

Turbilhão!


Tenho a cabeça assim:



terça-feira, 23 de julho de 2013

Ao pai que preferiu nunca existir

O Pai
Terra de semente inculta e bravia, 
terra onde não há esteiros ou caminhos, 
sob o sol minha vida se alonga e estremece. 

Pai, nada podem teus olhos doces, 
como nada puderam as estrelas 
que me abrasam os olhos e as faces. 

Escureceu-me a vista o mal de amor 
e na doce fonte do meu sonho 
outra fonte tremida se reflecte. 

Depois... Pergunta a Deus porque me deram 
o que me deram e porque depois 
conheci a solidão do céu e da terra. 

Olha, minha juventude foi um puro 
botão que ficou por rebentar e perde 
a sua doçura de seiva e de sangue. 

O sol que cai e cai eternamente 
cansou-se de a beijar... E o outono. 
Pai, nada podem teus olhos doces. 

Escutarei de noite as tuas palavras: 
[... menina, minha menina... ]

E na noite imensa 
com as feridas de ambos seguirei. 

Pablo Neruda, in "Crepusculário" 
Tradução de Rui Lage

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Musica

que saudades que tenho de tocar... em tempos foi flauta e acordeão de botões. podia voltar ao acordeão ou passar a piano ou violino...

Sobremesa

Sinto-me frustrada!

Hoje, sendo um dia que tal como os anteriores não me apetecia fazer nada, levantei o grande rabo do sofá e fui fazer uma bavaroise para levar para um jantar para que fui convidada.

Ao chegar lá, ninguém sabia o que era, ficaram a olhar de lado e ainda se fizeram de esquisitos a dizer que não gostavam.

Conclusão: Trouxe o resto para casa, mais de metade! E olhem que eramos seis pessoas à mesa e o doce até nem era assim tão grande...

Cat

about feelings...

Dito assim parece que nada é 100% sincero, mas...

(imagem retirada de Vida)
*Cat

Preguicite aguda

E não é que quanto menos faço menos quero fazer?

Estou em casa há cerca de 3 semanas sem fazer nada... Sim eu sei, se quiser há muito para fazer: limpar a casa, passara a ferro, fazer bolos, costurar... etc.
Mas a verdade é que não tenho feito nada de nada. Estou feita uma preguiçosa. Queixo-me a mim própria (e aos outros) que não tenho nada para fazer, mas sei que estou a mentir a mim própria, eu não quero é fazer nada. Há neste momento 2 eus em luta...

*Cat

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Na onda do que é Moda

Tenho andado a questionar-me, por me sentir frequentemente julgada, e resolvi fazer umas pesquisas.  Na verdade o que é mesmo a moda?

Não utilizei grandes enciclopédias mas creio que chega para demonstrar-vos o meu ponto de vista.

Se é fashion adviser ou especialista em modas, AVISO que a leitura que se segue lhe pode ferir a susceptibilidade e que não deve prosseguir. E assim descarto-me de qualquer ofensa que aqui esteja a fazer de forma inconsciente...

Moda é a tendência de consumo da atualidade. A palavra moda significa costume e provém do latim modus. É composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob vários aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear.
Pode-se ver a moda naquilo que se escolhe de manhã para vestir, no look de um punk, de um skatista e de um pop star, nas passarelas. 
Convém ressaltar que, deixando de lado a tendência etnocêntrica (na realidade "eurocêntrica"), a qual ainda hoje é preponderante, devemos ter clareza de que a moda, enquanto fenômeno, só se tornou "universal" em meados do século XIX, com o advento da crinolina. Até então, cada povo possuía sua própria maneira de se vestir e ornamentar, de maneira que conviviam diversas manifestações e estilos numa mesma época.
Mesmo hoje, em que vivemos, sob o capitalismo hegemônico, a fase da globalização, não se pode esquecer que o mundo muçulmano se constitui num universo à parte, onde a burka e o chador ainda são amplamente utilizados e onde populações inteiras, como a maior parte da Índia e as comunidades indígenas, bosquímanas e aborígenes australianos, por exemplo, estão alijados da produção e do consumo.
In Wikipedia
Se a roupa que tenho é comprada, trata-se sem dúvida de consumo. Normalmente sigo uma tendência, embora a minha tendência esteja algo relacionada com o meu estado de espírito. Julgo que é um costume, já que me visto todos os dias. É para mim facilmente mutável pois, como já referi, adapta-se ao meu estado de espírito. Sim, normalmente também faço a escolha de manhã, porque não tenho paciência no dia anterior! Pronto ok!, talvez tenha nascido no século errado e devesse ter nascido há três séculos atrás quando ainda coexistiam diversas manifestações de estilos (hoje também, mas a aceitação é outra) e não esta "universalidade" referida. Concluo que estou na moda!
Não aceito que me digam que não sigo as tendências e que não percebo de moda, só porque não entro na onda  e não opto por gostar e usar aquilo que se vê por todo o lado. Não sou nenhum E.T. nem posso considerar que tenha mau gosto! Hoje descobri que sou apenas "alijada da produção e do consumo".
Gosto de moda, gosto de me produzir, mas ao contrário de muitos isso para mim não é uma obrigação. E peço desculpa se ofendo alguém, mas para mim ir para a escola, ao café ou para o trabalho (uma vez que se use farda, claro) de fato de treino não é nenhum crime. A moda é também uma forma de apresentação e da pessoa se dar a conhecer... Se me sinto um trapo em dado momento porque me hei-de vestir como uma princesa? Apenas porque parece bem? Bem, a minha resposta é simples: nunca vivi e continuo a recusar-me a viver de aparências!

Cat

terça-feira, 16 de julho de 2013

Primeiro amor...

Hoje andei a visitar pastas antigas do meu computador (ou do que sobrou dele, o antigo) e encontrei algo que me fez sorrir. Encontrei uns poemas que o meu marido me escreveu na altura em que começámos a namorar. Pode parecer lamechas agora, mas na altura deixou-me nas nuvens. Deixo-vos algumas partes para verem como começou este amor de duas crianças e que já dura há cerca de um terço da minha vida. =D

Numa sala de biblioteca
Pus-me a escrever
Pensando naquela miúda
Que nunca irei esquecer

Caneta na mão
Não consigo parar
Parece o meu coração

Que não te deixa de amar

...

Foi numa discoteca
Que tudo começou
Olhos nos olhos
A paixão balançou

O teu nome não digo
Vais ter de adivinhar
Mas se queres uma ajuda
Basta-te pensar!

...

A distância que nos separa
Tem quilómetros às dezenas
Mas o que há entre nós
Conta-se ás centenas

...

A Lisboa vieste tu
Com os olhos postos em mim
Querias estar comigo
E tudo começou assim

...

Ao Cabo da Roca te levei
O horizonte ficaste a olhar
Mas eu não precisei
Pois teus olhos são meu mar

Era um romântico este meu marido! E apesar de muito ter mudado às vezes ainda consigo ver uma réstia deste rapaz por quem um dia me apaixonei... (pena que o romantismo já não seja tão frequente)
A verdade é que por vezes na correria do dia-a-dia e perseguidos pela rotina deixamo-nos apanhar pelo comodismo e esquecemos de como era fácil e de como era bom o que sentíamos.
Estará o romantismo condenado nos dias que correm? Ou estarei eu a ficar velha e cega, ou antes acomodada?
Sendo algo que nos faz sentir tão bem, que nos rejuvenesce e dá borboletas na barriga, porque deixamos a chama esmorecer, porque deixamos o fogo apagar e só reparamos quando as brasas começam a arrefecer e a tornar-se cinza? Vale ou não vale a pena lutar por sensações como esta, como o que sentimos com o nosso primeiro amor?
Para mim vale! Vale cada segundo de nervosismo, da dúvida do que vestir e de experimentar mil e um vestidos só porque vamos ao cinema, das borboletas na barriga ao receber uma SMS com "estou a chegar", o arrepio pelo corpo quando os lábios se tocam. Para mim vale a pena o AMOR. Para mim vales a pena TU que estás sempre aqui. 
Está na altura de soprar as brasas ainda incandescentes antes que se apaguem!

E tu que lês este post, faz o mesmo. Desliga o PC e vai em busca do teu amor...

Com <3,
Cat


quinta-feira, 11 de abril de 2013

As madeixas da Vitória

Lembram-se da linda torta de ontem????

Pois é sobrou-me um resto da decoração que deitei no lixo lá de casa e a minha linda e maravilhosa "filha" resolveu ir lá esgravatar durante a noite.

O resultado?!


A Vitória antes!


A cabeça da Vitória depois!

Digam lá que não tenho uma rica peste! (desculpem pela qualidade da foto mas não parava quieta e ficavam todas desfocadas, o corante devia estar a fazer-lhe mal ao cérebro!!!!)

Beijinhos,
Cat

sábado, 18 de agosto de 2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Finitude

Ontem à noite dei por mim a pensar em como o nosso corpo é frágil e finito... Embora não seja uma novidade para ninguém!

Lembrei-me de como a minha pele era macia e hidratada mesmo após a depilação e de como agora a tenho de encher de creme para garantir o mesmo efeito (o que para mim é horrível porque não gosto de colocar cremes). Depois comecei a pensar como ela é lisinha e rosada e com o tempo começa a ficar com manchas e enrugada. qual metamorfose, qual borboleta! Sofremos a nossa metamorfose diariamente, sem nos escondermos num casulo como elas... (há quem se tente esconder, por detrás de cremes anti-rugas ou de cirurgias plásticas, mas não creio que o consigam, pelo menos por muito tempo).

Não tenho problemas com o envelhecer! Sei que quem me ouve diz que é por ser ainda nova, mas penso que isso faz parte de mim... 

Os anos e a evolução da medicina, mas não só, têm aumentado a esperança de vida da nossa espécie. Mas acredito que a qualidade de vida tem sido diminuída... Temos prolongado a existência desta máquina que é o nosso corpo, mas a que custo??? Por outro lado, deve ser muitíssimo difícil para quem aos 80, 90, 100 anos mantém uma mente lúcida e espírito livre e vive numa "prisão" que é este corpo finito que não consegue acompanhar a mente...


    Ontem ouvi este TIC TAC, do tempo a passar pelo meu corpo!