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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Esta semana estive de férias!

Olá gente boa!

Finalmente posso dizê-lo. E posso fazê-lo porque esta semana não foi aquela é que tive de gozar de férias forçadas, em que não tenho nada que fazer nem companhia... Esta semana foi de conciliação, das minhas férias com as de uma amiga, das mais antigas, aquela amiga de escola!





Foi muito bom. Conseguimos ir à praia praticamente todos os dias e ao fim do dia lá íamos nós ao ginásio. 



Posso dizer que estou contente com o bronze que consegui este ano e com o aspecto que as duas semanas de ginásio estão a trazer ao meu corpo.
Durante os "after lunch" conseguimos apesar de tudo tempinho para nós, para fazer tarefas, para arrumar a casota ou simplesmente para dormir uma boa sesta. Foi uma semana revigorante e segunda já começa o curso de Alemão. Finalmente! Estou super ansiosa...






 As minhas unhas andavam nesta miséria...
E esta semana deu para fazer isto!













Ontem com o marido em casa por ser feriado, acabámos por partir uma das camas cá de casa, que serve de sofá na sala, não pensem já outras coisas... Mas homem que é homem consegue remediar tudo e este não é exceção... Depois fomos às compras e acabámos o dia com um excelente petisco... Lá se foi a dieta, depois de já ter sido quebrada de manhã com uma bola de berlim!



Por hoje é mais assim... Séries e descanso (na cama remediada, ou antes remendada, ontem). Mais logo vou acabar de fazer as malas para ir passar o fim-de-semana à nossa terrinha, a minha cidade e a aldeia dela, a casa da minha mãe e a da minha sogra. Viemos para longe (em breve vamos para ainda mais longe), mas felizmente as nossas terras natais são bem pertinho uma da outra e podemos estar nas duas "ao mesmo tempo".


Mais notícias em breve!

*Cat

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Hoje tive um sonho...

Hoje sonhei um sonho...
Sonhei que me sentia amada. Senti-me desejada. Senti desejo e vontade de largar tudo pelo amor que sentia e recebia. Era um amor diferente do que estou habituada, eu mulher livre e determinada, feminista declarada!
Era um amor mais ao estilo da cultura indiana, em que a mulher é como que "aprisionada" pois deve viver em função do marido, muitas vezes ignorando a sua própria vontade. Esta cultura pode não ser exatamente assim, mas do que conheço dela foi a ideia que me deixou. E a verdade é que abdiquei de mim em algumas coisas, mas não abdiquei da minha vontade, por essa era fazer exatamente o que fui fazendo ao longo do sonho. Passei a vestir-me de forma diferente, os meus hábitos de vida mudaram, mas logo que o meu marido olhava para mim tudo era compensado! Acordei com uma sensação tão boa, com o sorriso nos lábios, sensação de amor romântico que não sinto há muito...

Depois acordei! E a sensação passou de ter um coração cheio, para um peito vazio!

Sinto falta de algo, há já bastante tempo. No dia-a-dia distraímo-nos com muita coisa e vamos ignorando o que diz o coração em prol do que diz a cabeça. Mas e se não voltar ao que era? E se nunca mais me voltar a sentir cheia? Vai ser sempre isto?

Quero voltar a dormir! Quero voltar a este sonho tão bom, onde não me importo de abdicar de tudo porque tenho amor... não quero continuar aqui onde abdico de muito e tenho recebido tão pouco.



Como não posso fazê-lo vou ali até à praia, espairecer um bocadinho...
Bom dia a todos!

domingo, 11 de agosto de 2013

Desiludida


"Onde está a dissimulação?
Partiu-se ao meio com a desilusão
Corações doendo
Pessoas se remoendo
Na valsa da decepção
O véu havia se rasgado
Transparecendo a vida
Transbordando a emoção."


O que fazer quando reparamos que talvez não conheçamos realmente aquele que passámos um terço da vida a amar?

o rumo das últimas semanas

O blog tem andado paradinho mais por falta de inspiração do que por outra coisa. A verdade é que nas últimas duas semanas, com o trabalho na praia, ando mais ocupada de manhã e como ficava exausta à tarde acabava por dormir uma sesta. Depois juntou-se o ginásio ao fim do dia, com o qual finalmente me comprometi a valer e no qual tenho passado cerca de 2h todos os finais de tarde...
A tudo isto acresce a falta de motivação para escrever!
Mas estou por aqui e tenho passado pelos vossos cantinhos, mesmo não comentando porque a falta de motivação para a escrita é geral e não só para aqui.
Não tenho muitas mais novidades... a praia com as crianças acabou, agora sobra-me muito tempo livre outra vez. Mas apenas mais esta semana. Dia 19 começo finalmente o curso de Alemão e depois é só mais cerca de um mês e meio para ir embora deste país. País adorado, que me viu nascer, que me viu crescer, que me faz viver e me ensinou a querer mais. Não sou ingrata e dou-lhe o seu valor, mas neste momento por motivos que infelizmente todos conhecemos, não me parece o país indicado para ver nascer os meus filhos e por isso vou em busca de algo melhor, na esperança de um dia voltar e trazer os rebentos para as suas origens.
Por agora luta-se e prepara-se um futuro que não se adivinha fácil nos próximos meses, nos quais reinará a saudade, a saudade deste país, mas em especial as saudades dos que cá ficam!

*.*

domingo, 28 de julho de 2013

Cante se Puder

Já viram o novo programa?
Ora mudem lá o canal para a SIC e desmanchem-se a rir como eu...

sábado, 27 de julho de 2013

A voltar à nostalgia do secundário e a reaprender a amar literatura...

Nos últimos dias tenho pensado em muito do que gostava e que meio abandonei na minha vida actual.
Hoje passei quase uma hora pela Bertrand e passei os dedos pelos livros, peguei-lhes, abri-os, folheei-os...
Que bem me senti, que saudades de ler, dos livros que já li e dos que ainda nem conheço.
Como já devem ter reparado aqui ao lado, estou normalmente a ler, mas este último não é tanto o que estava à espera e faz-me sentir falta dos clássicos...

Recordo-me por exemplo de: Os Lusíadas, A história do gato que ensinou a gaivota a voar, O mundo de Sofia, entre tantos outros que adorei ler (não chamando para aqui os de fantasia, que isso é outro capítulo).

Por agora deixo-vos com Fernando Pessoa, esse senhor que também fala de amor, e que lindas cartas escreveu à senhora dona Ofélia...


Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender... 



O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... 



Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

...


Ophelinha:


Agradeço a sua carta. Ella trouxe-me pena e allivio ao mesmo tempo. Pena, porque estas cousas fazem sempre pena; allivio, porque, na verdade, a unica solução é essa – o não prolongarmos mais uma situação que não tem já a justificação do amor, nem de uma parte nem de outra. Da minha, ao menos, fica uma estima profunda, uma amisade inalteravel. Não me nega a Ophelinha outro tanto, não é verdade?
Nem a Ophelinha, nem eu, temos culpa nisto. Só o Destino terá culpa, se o Destino fosse gente, a quem culpas se attribuissem.
O Tempo, que envelhece as faces e os cabellos, envelhece tambem, mas mais depressa ainda, as affeições violentas. A maioria da gente, porque é estupida, consegue não dar por isso, e julga
que ainda ama porque contrahiu o habito de se sentir a amar. Se assim não fosse, não havia gente no mundo. As creaturas superiores, porém, são privadas da possibilidade d’essa illusão, porque nem
podem crer que o amor dure, nem, quando o sentem acabado, se enganam tomando por elle a estima, ou a gratidão, que elle deixou.
Estas cousas fazem soffrer, mas o soffrimento passa. Se a vida, que é tudo, passa por fim, como não hão de passar o amor e a dor, e todas as mais cousas, que não são mais que partes da vida?
Na sua carta é injusta para commigo, mas comprehendo e desculpo; decerto a escreveu com irritação, talvez mesmo com magua, mas a maioria da gente – homens ou mulheres – escreveria, no seu caso, num tom ainda mais acerbo, e em termos ainda mais injustos. Mas a Ophelinha tem um feitio optimo, e mesmo a sua irritação não consegue ter maldade. Quando casar, se não tiver a felicidade que merece, por certo que não será sua a culpa.
Quanto a mim…
O amor passou. Mas conservo-lhe uma affeição inalteravel, e não esquecerei nunca - nunca, creia - nem a sua figurinha engraçada e os seus modos de pequenina, nem a sua ternura, a sua dedicação, a sua indole amoravel. Pode ser que me engane, e que estas qualidades, que lhe attribúo, fossem uma illusão minha; mas nem creio que fossem, nem, a terem sido, seria desprimor para mim que lh’as attribuisse.
Não sei o que quer que lhe devolva – cartas ou que mais. Eu preferia não lhe devolver nada, e conservar as suas cartinhas como memoria viva de um passado morto, como todos os passados; como alguma cousa de commovedor numa vida, como a minha, em que o progresso nos annos é par do progresso na infelicidade e na desillusão.
Peço que não faça como a gente vulgar, que é sempre reles; que não me volte a cara quando passe por si, nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor. Fiquemos, um perante o outro, como dois conhecidos desde a infancia, que se amaram um pouco quando meninos, e, embora na vida adulta sigam outras affeições e outros caminhos, conservam sempre, num escaninho da alma, a
memoria profunda do seu amor antigo e inutil.
Que isto de «outras affeições» e de «outros caminhos» é consigo, Ophelinha, e não commigo. O meu destino pertence a outra Lei, de cuja existencia a Ophelinha nem sabe, e está subordinado cada vez mais á obediência a Mestres que não permittem nem perdoam.
Não é necessário que comprehenda isto. Basta que me conserve com carinho na sua
lembrança, como eu, inalteravelmente, a conservarei na minha.
Fernando
29/XI/1920


Ok, sou uma incorrigível e continuo a viver nas histórias (livros, filmes, séries) o que não posso viver na vida real. E então, há algum mal nisso? Preciso de histórias que me apaixonem, que me façam pensar mas com perspectiva de quem assiste. Preciso de sentimentos bons que nem sempre tenho oportunidade de experienciar na vida real. Se isso é crime, sim sou culpada. Culpada de amar histórias, culpada de me alimentar delas e culpada de viver na fantasia de vidas que não são a minha. E então, que me pode culpar?

Pois quem nunca pecou, que atire a primeira pedra!

Beijinhos e boa noite

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Esvaziando a mente

A fazer um bolo de iogurte (a dobrar!) a ver se esvazio a mente (para além da despensa!)