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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ich fühle mich...

... sehr traurig!

Esta semana voltei a relembrar-me de como preciso sentir-me amada e de como sofro sempre que isso não acontece!

domingo, 20 de outubro de 2013

OS DESABAFOS

Capítulo IV

Carolina tem um diário desde que aprendeu a escrever, embora não tenha conseguido mantê-lo de forma contínua, pois raramente o escreve. No entanto, no último ano, esse registo foi mais intenso. Tem-lhe servido como uma terapia para ultrapassar as adversidades da sua adolescência. É por isso importante lermos os seus registos e perceber o que pensa e o que sente, dado que a história é sobre ela mesma.

20 de Abril de 2012
Hoje na escola, o Miguel finalmente pediu-me em namoro. Não me importo que seja mais velho, sempre gostei de rapazes mais velhos. São mais maduros, não são como os tolos da minha idade que ainda não sabem o que querem. Passei os intervalos todos com ele e a Cátia chateou-se comigo porque não estive disponível para ela. Isso passa-lhe, também tenho direito a ter tempo para mim.
Quando cheguei a casa a minha mãe já sabia que tenho namorado novo. Estou farta de ser controlada! Parece que tem olhos e ouvidos em todo o lado, os espiões são mais que muitos em toda a cidade, não só na escola. Não percebo porque é que as pessoas não cuidam da vida delas e se dão ao trabalho de andar a controlar as dos outros. Disse-me que não se importa que namore, mas que não me esqueça que estou no 10º ano e que a partir de agora os estudos são o mais importante, que agora a média já conta para a entrada na universidade. Isto é para rir! Agora os estudos são os mais importantes… sempre foram, ou não teria de ser a menina 100%.
Hoje também recebi o teste de matemática. Tive 9! A primeira negativa do meu percurso escolar. Não lha vou mostrar, só lhe ia dar mais motivos para implicar comigo e para se meter entre mim e o Miguel. Hei-de levantar esta nota, é só o resultado de uma semana má antes do teste. É uma parte da matéria mais difícil e por ter andado distraída não consegui acompanhá-la, mas sim, estudarei mais e vou recuperar. O professor mostrou-se apreensivo, preocupado até, quis saber se se passava algo comigo. Descartei-o facilmente, disse-lhe que andei um pouco adoentada e que não consegui estudar muito. Acreditou. Ser a melhor aluna da turma tem destes benefícios, credibilidade junto dos professores. Agora vou ter é de esconder bem este teste. Se a minha mãe o vê, lá se vai o meu descanso.
Infelizmente o jornal sobre a minha vida não é lido exclusivamente pela minha mãe, cá em casa. O Paulo também já sabe das novidades e não deixou passar em branco. Ao jantar decidiu gozar um pouco até me conseguir irritar. Claro que me descontrolei e respondi-lhe mal, mesmo o que ele estava à espera. Fiquei de castigo, nada de computador durante uma semana, pelo menos em casa. Lavei a loiça do jantar e arrumei a cozinha, como costume, e fui para o meu quarto.
Às 10h da noite ouvi-os começar a discutir, quer dizer o Paulo discutia, não ouvi a voz da minha mãe. De qualquer forma estavam trancados no escritório, um dos locais mais afastados do meu quarto, e por isso não consegui ouvir o que diziam. Amanhã descubro. Será que ela descobriu? Não pode ser, se o tivesse descoberto de certeza que não continuaríamos a dormir. Tem de ser outra coisa.”

26 de Abril de 2012
Não tenho muito a dizer. A situação mantém-se. Estou de castigo porque a minha mãe encontrou a justificação de faltas em que falsifiquei a assinatura dela. Só a encontrou porque me arrependi e nunca a cheguei a entregar. Na verdade já a tinha guardado há tanto tempo que tinha acabado por me esquecer dela. Esbofeteou-me esta tarde na cozinha, foi com força, devo dizer que me doeu e que os dedos dela me ficaram marcados na cara, mas doeu-me mais cá dentro. Ao que parece fi-la reviver situações menos boas que viveu com o meu pai, mais uma vez: - Obrigada, grande pai, por me fazeres continuar a pagar pelos teus erros!
Tentei escapulir-me ontem, durante o furo que tive na última hora, para estar com o Miguel. Tínhamos combinado ir para o castelo e a única pessoa a quem contei foi à Cátia, para que me encobrisse no caso de a minha mãe lhe perguntar alguma coisa. Ainda bem que lhe contei! Estávamos quase a chegar ao castelo, quando a Cátia me ligou a avisar que a minha mãe sabia que eu ia para o castelo, que alguém lhe tinha contado, que lhe ligou para confirmar… uma confusão. Plano abortado e começam a chover chamadas da minha mãe, a juntar às cerca de cinco que eu não tinha visto antes de falar com a Cátia. Ao que parece até o Paulo andava à minha procura e já estava a caminho do castelo.
 Ó meu Deus! Estou farta de tanto mirone e de continuar a ser espionada. Até parece que sou alguma celebridade, dessas que vemos na televisão a serem perseguidas por paparazzi’s. Não percebo, sou uma rapariga como qualquer outra da escola, qual o motivo de tal vigilância? Nunca tive problemas com ninguém, nada de relevante na escola, nada de preocupante em casa (até ao episódio de hoje, para a minha mãe, que ficou em alerta máximo) …
Bem acabei a ouvir a minha mãe, ralhou imenso, gritou, censurou a minha atitude e aproveitou para repreender mais uma vez o meu namoro. Não confia no Miguel, diz que não sabe com quem me estou a meter, que ele me esconde um rapaz violento e que se continuar com ele, serei vítima de violência muito em breve. Não consigo acreditar nela, não o Miguel, tão carinhoso… Não percebo esta animosidade latente. A verdade é que o Miguel também não está muito satisfeito com as decisões que a minha mãe tem tomado em relação a nós, que me deixam menos disponível para ele. Mostra-se, por vezes hostil na forma que fala da minha mãe. Não gosto de ouvir falar assim e disse-lho! Pediu desculpa e alterou os seus modos, como posso acreditar que um dia me pudesse bater?

Hoje, como já disse as coisas pioraram cá em casa, o ambiente está pesado e não me sinto bem em lado nenhum. Aquela maldita justificação de faltas acabou com a pouca liberdade que tinha. O normal: – Quando as aulas acabarem vens directa para casa!, passou a: – Sem telemóvel ou computador, sem saídas após a última aula e ai de ti que saiba que faltaste a mais alguma aula ou que baixaste as notas!”

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Saudades do meu Pim!

O pôr-do-sol não é igual,
Quando estás longe de mim...
E a seguir a um dia longo,
Vem uma noite sem fim...
E quanto tempo vai passar...
Até te poder abraçar...
Eu só quero ter-te perto de mim,
E so quero estar contigo, assim,
Já não sei o que fazer
Porque posso enlouquecer...
Se não fizer amor contigo...
Se não fizer amor contigo!
E quando chove, até parece,
Que nunca mais vai parar,
Só o teu sorriso vai fazer
O sol tornar a brilhar...
Mas por enquanto, a chuva cai...
E esta saudade não se vai...
Eu só quero ter-te perto de mim,
E so quero estar contigo, assim,
Já não sei o que fazer
Porque posso enlouquecer...
Se não fizer amor contigo...
Se não fizer amor contigo!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Prometido é devido!

E como tal seguem as fotos aqui do sítio... Este fim-de-semana passeámos um pouco e o bom tempo ajudou, então resolvi aproveitar porque cheira-me que o bom tempo não deve continuar por muito mais tempo. Assim sendo, deixo aqui algumas belezas:


















Bonito, não acham???

Cat***

domingo, 13 de outubro de 2013

7 da matina

Vale a pena acordar às 7h, nem que seja pelos raiozinhos de sol (inexistentes no resto do dia). Hoje vi o Sol, esse senhor que andava escondido nos últimos dias. Já percebi que se levanta cedo e apanha o comboio logo em seguida, pois a partir das 8h e pouco já não se deixa ver mais...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Cheguei! - Novidades de Büren

Dia 1 em Büren (Deutchland)

Hoje foi o primeiro dia da nova aventura em Büren. Ontem chegámos cerca da 1h da manhã, depois de uma longa viagem com escala em Palma de Maiorca. O dia começou às 8h30 da manhã e fomos tomar o pequeno-almoço às 9h, no lar onde vamos ficar a trabalhar. Cerca das 9h10 conhecemos o director do lar, um senhor alemão bastante simpático, que sabe falar um pouco de português. Tomámos o pequeno-almoço com ele e com o enfermeiro-chefe do lar, que é também português. Às 10h chegou outro elemento da empresa CareAktive que não trabalha em Büren, mas que será o responsável por nós durante a estadia na Alemanha, o Weber, brasileiro.
Começámos um mini passeio pela pequena cidade para nos irmos inscrever na Rathaus, ou como a conhecemos Câmara Municipal, pois todos os trabalhadores têm de estar aí inscritos para poder fazer o que quer que seja. Em seguida fomos ao banco abrir uma conta, para podermos receber ordenado, e posteriormente fomos à AOK, uma companhia de seguros, para fazer o seguro de saúde, também ele obrigatório aqui na Alemanha. Uma viagem curta que terminou cerca do meio-dia, novamente no lar.
Almoçámos e iniciámos então as aulas do nível A2 de alemão, até cerca das 17h15. Muito difíceis, uma vez que o professor só fala alemão e nem sempre conseguimos entender o que nos está a querer explicar…
Sinceramente é uma aventura que se está a revelar mais difícil do que eu esperava. Tinha noção de que entendíamos um pouco mais de Alemão, do que na realidade acontece. Depois recebemos instruções que durante as refeições nos deveríamos sentar separadas e que deveríamos ficar misturadas com os idosos para que nos vamos ambientando mais com a língua. Recomendaram-nos também que nos preparássemos, pois a partir de amanhã deveremos deslocar-nos mais cedo para os serviços à hora de almoço, afim de auxiliar alguns dos idosos mais dependentes a alimentarem-se. E que devemos trabalhar aos fins-de-semana de quinze em quinze dias…

Está a começar a existir uma divergência no grupo pois algumas de nós acham que isto é exploração e, que dado que não vem no contrato e o senhor brasileiro responsável por nós disse que não devíamos fazê-lo, deveríamos reclamar já junto dos chefes e rejeitarmos tais funções. Por outro lado, as restantes de nós pensa que não o deveremos fazer uma vez que eles também nos têm facilitado algumas ajudas relativamente ao alojamento e afins. Acordámos que amanhã ao pequeno-almoço abordaremos o assunto com o chefe e veremos o que resulta desta conversa.

Outras informações:
A cidade é mesmo muito muito muito pequena e a cidade maior mais próxima fica a uns meros 6,20€ e 40 minutos para cada lado.
Ainda não vi um raiozinho de sol por mais tímido que fosse.
Passei de 27ºC para 8ºC de um dia para o outro.
O pequeno-almoço é das 7h30 às 8h30.
O almoço é das 12h às 13h.
O jantar (que é constituído por pão com queijo/fiambre/manteiga/doce + sumo/água com gás/chá) é das 17h30 às 18h15.
Só nos servem água com gás, parece água das pedras e não têm da mineral natural.

Entre outas coisas... Assim que puder deixo aqui algumas fotos para verem as instalações e a cidade, esperemos que o tempo colabore porque hoje choveu todo o dia.

Beijinhos,
Cat

quarta-feira, 9 de outubro de 2013