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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Os desabafos (continuação)

Capítulo IV (Continuação)

30 de Abril de 2013
Recuperei o meu telemóvel no fim-de-semana, mas como pessoa sortuda que sou, passou o prazo de carregamento no domingo e como é óbvio a minha mãe não mo carregou. Hoje na escola, o Miguel estava muito bem-disposto apesar do pouco contacto que tivemos no fim-de-semana. Carinhoso, deu-me toda a atenção que eu precisava depois do ambiente que tenho vivido em casa.
Praticamente não vi a Cátia ao longo do dia, exceptuando os períodos de aula. Tentei combinar com ela para almoçarmos juntas mas o Miguel apareceu e a Cátia acabou por se sentar com outros colegas. Acho que o Miguel a intimida! Ela também não tem estado a passar um bom momento e sei que não tenho estado lá para ela mas tenho precisado desse tempo para estar com Miguel, já que não tenho muitas oportunidades. Ela que me desculpe, mas é mesmo assim, não tenho oportunidade para mais…"

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Depois de algum tempo...


"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. 
Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. 
Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. 
Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. 
Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. 
Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. 
Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor perante a vida!
As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

Um texto que penso ser deste senhor, William Shakespeare. Uma grande lição de vida e que me apeteceu postar hoje! Boa semana a todos.


Beijinho,
Cat*

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Relações interpessoais

Olá a todos!

Como sabem, mudei-me para a Alemanha há 4 meses. Têm sido meses deveras intensos, como podem perceber pela minha ausência aqui no blog. Estou a viver uma experiência nova, que normalmente é vivenciada por muitos durante a passagem pela Universidade, mas que para mim só chegou agora, partilhar casa com várias pessoas...
Dez pessoas a viver na mesma casa, dez pessoas que nem se conheciam. Criam-se afinidades, mas como é óbvio também existem atritos. No geral estou a gostar da experiência, mas e muitos dias sinto falta da minha casa, das minhas coisas, de não ter objectos de outras pessoas espalhados pela casa, de poder arrumar quando quero e como quero e não com horários estipulados...
A amizade vai crescendo como é normal apenas com uma ou duas pessoas, com as restantes são convívios "forçados" ou mesmo apenas tolerância da sua presença. Tenho falta das pessoas que me conhecem e que sabem o que valho. Não tenho muitos amigos, nem o faço com facilidade. Tento proteger-me e com isso por vezes não me deixo conhecer e afasto as pessoas. Por outro lado aproximei-me de pessoas no início que entretanto se revelaram completamente diferentes, posso dizer até que me senti e ainda me sinto magoada. Outro problema é a minha dificuldade em superar estas "traições"! Dou tudo por tudo pelas pessoas de quem gosto e de quem me considero amigo, mas se me "traem" ou magoam não é fácil para mim perdoar-lhes. Tenho-me sentido mais em baixo ultimamente e sinto falta também do vosso carinho, de vocês que estão aí desse lado a ler estas linhas de escrita atabalhoada e sentimental. Sinto-me carente, por vezes perdida e sozinha...

Mas nem tudo tem sido mau. Cada vez conheço mais portugueses cá, apesar de ser uma cidade muito pequenina. Ambientei-me bem no local de trabalho, gosto do sítio e das pessoas em geral. Tive sorte com a pessoa que nos recebeu cá e que tem sido incansável na tentativa de nos proporcionar o maior conforto possível. As aulas de alemão continuam a correr bem e posso dizer que já desenvolvi bastante desde que cá estou. Tem sido uma experiência rica, nem sempre fácil (por vários motivos, como podem calcular) mas que me faz sentir que estou no caminho certo para a minha realização pessoal. Também nunca ninguém disse que ser emigrante era fácil e foi uma decisão que tomei em consciência. Seguem assuntos por resolver, como o marido continuar em Portugal a trabalhar, o que também não ajuda, mas como diz o Português: "Devagarinho, se vai ao longe!". E eu quero ir longe e vou fazer por isso!

Obrigada por continuarem por aqui!

Beijinhos,
Cat*

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ich fühle mich...

... sehr traurig!

Esta semana voltei a relembrar-me de como preciso sentir-me amada e de como sofro sempre que isso não acontece!

domingo, 20 de outubro de 2013

OS DESABAFOS

Capítulo IV

Carolina tem um diário desde que aprendeu a escrever, embora não tenha conseguido mantê-lo de forma contínua, pois raramente o escreve. No entanto, no último ano, esse registo foi mais intenso. Tem-lhe servido como uma terapia para ultrapassar as adversidades da sua adolescência. É por isso importante lermos os seus registos e perceber o que pensa e o que sente, dado que a história é sobre ela mesma.

20 de Abril de 2012
Hoje na escola, o Miguel finalmente pediu-me em namoro. Não me importo que seja mais velho, sempre gostei de rapazes mais velhos. São mais maduros, não são como os tolos da minha idade que ainda não sabem o que querem. Passei os intervalos todos com ele e a Cátia chateou-se comigo porque não estive disponível para ela. Isso passa-lhe, também tenho direito a ter tempo para mim.
Quando cheguei a casa a minha mãe já sabia que tenho namorado novo. Estou farta de ser controlada! Parece que tem olhos e ouvidos em todo o lado, os espiões são mais que muitos em toda a cidade, não só na escola. Não percebo porque é que as pessoas não cuidam da vida delas e se dão ao trabalho de andar a controlar as dos outros. Disse-me que não se importa que namore, mas que não me esqueça que estou no 10º ano e que a partir de agora os estudos são o mais importante, que agora a média já conta para a entrada na universidade. Isto é para rir! Agora os estudos são os mais importantes… sempre foram, ou não teria de ser a menina 100%.
Hoje também recebi o teste de matemática. Tive 9! A primeira negativa do meu percurso escolar. Não lha vou mostrar, só lhe ia dar mais motivos para implicar comigo e para se meter entre mim e o Miguel. Hei-de levantar esta nota, é só o resultado de uma semana má antes do teste. É uma parte da matéria mais difícil e por ter andado distraída não consegui acompanhá-la, mas sim, estudarei mais e vou recuperar. O professor mostrou-se apreensivo, preocupado até, quis saber se se passava algo comigo. Descartei-o facilmente, disse-lhe que andei um pouco adoentada e que não consegui estudar muito. Acreditou. Ser a melhor aluna da turma tem destes benefícios, credibilidade junto dos professores. Agora vou ter é de esconder bem este teste. Se a minha mãe o vê, lá se vai o meu descanso.
Infelizmente o jornal sobre a minha vida não é lido exclusivamente pela minha mãe, cá em casa. O Paulo também já sabe das novidades e não deixou passar em branco. Ao jantar decidiu gozar um pouco até me conseguir irritar. Claro que me descontrolei e respondi-lhe mal, mesmo o que ele estava à espera. Fiquei de castigo, nada de computador durante uma semana, pelo menos em casa. Lavei a loiça do jantar e arrumei a cozinha, como costume, e fui para o meu quarto.
Às 10h da noite ouvi-os começar a discutir, quer dizer o Paulo discutia, não ouvi a voz da minha mãe. De qualquer forma estavam trancados no escritório, um dos locais mais afastados do meu quarto, e por isso não consegui ouvir o que diziam. Amanhã descubro. Será que ela descobriu? Não pode ser, se o tivesse descoberto de certeza que não continuaríamos a dormir. Tem de ser outra coisa.”

26 de Abril de 2012
Não tenho muito a dizer. A situação mantém-se. Estou de castigo porque a minha mãe encontrou a justificação de faltas em que falsifiquei a assinatura dela. Só a encontrou porque me arrependi e nunca a cheguei a entregar. Na verdade já a tinha guardado há tanto tempo que tinha acabado por me esquecer dela. Esbofeteou-me esta tarde na cozinha, foi com força, devo dizer que me doeu e que os dedos dela me ficaram marcados na cara, mas doeu-me mais cá dentro. Ao que parece fi-la reviver situações menos boas que viveu com o meu pai, mais uma vez: - Obrigada, grande pai, por me fazeres continuar a pagar pelos teus erros!
Tentei escapulir-me ontem, durante o furo que tive na última hora, para estar com o Miguel. Tínhamos combinado ir para o castelo e a única pessoa a quem contei foi à Cátia, para que me encobrisse no caso de a minha mãe lhe perguntar alguma coisa. Ainda bem que lhe contei! Estávamos quase a chegar ao castelo, quando a Cátia me ligou a avisar que a minha mãe sabia que eu ia para o castelo, que alguém lhe tinha contado, que lhe ligou para confirmar… uma confusão. Plano abortado e começam a chover chamadas da minha mãe, a juntar às cerca de cinco que eu não tinha visto antes de falar com a Cátia. Ao que parece até o Paulo andava à minha procura e já estava a caminho do castelo.
 Ó meu Deus! Estou farta de tanto mirone e de continuar a ser espionada. Até parece que sou alguma celebridade, dessas que vemos na televisão a serem perseguidas por paparazzi’s. Não percebo, sou uma rapariga como qualquer outra da escola, qual o motivo de tal vigilância? Nunca tive problemas com ninguém, nada de relevante na escola, nada de preocupante em casa (até ao episódio de hoje, para a minha mãe, que ficou em alerta máximo) …
Bem acabei a ouvir a minha mãe, ralhou imenso, gritou, censurou a minha atitude e aproveitou para repreender mais uma vez o meu namoro. Não confia no Miguel, diz que não sabe com quem me estou a meter, que ele me esconde um rapaz violento e que se continuar com ele, serei vítima de violência muito em breve. Não consigo acreditar nela, não o Miguel, tão carinhoso… Não percebo esta animosidade latente. A verdade é que o Miguel também não está muito satisfeito com as decisões que a minha mãe tem tomado em relação a nós, que me deixam menos disponível para ele. Mostra-se, por vezes hostil na forma que fala da minha mãe. Não gosto de ouvir falar assim e disse-lho! Pediu desculpa e alterou os seus modos, como posso acreditar que um dia me pudesse bater?

Hoje, como já disse as coisas pioraram cá em casa, o ambiente está pesado e não me sinto bem em lado nenhum. Aquela maldita justificação de faltas acabou com a pouca liberdade que tinha. O normal: – Quando as aulas acabarem vens directa para casa!, passou a: – Sem telemóvel ou computador, sem saídas após a última aula e ai de ti que saiba que faltaste a mais alguma aula ou que baixaste as notas!”

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Saudades do meu Pim!

O pôr-do-sol não é igual,
Quando estás longe de mim...
E a seguir a um dia longo,
Vem uma noite sem fim...
E quanto tempo vai passar...
Até te poder abraçar...
Eu só quero ter-te perto de mim,
E so quero estar contigo, assim,
Já não sei o que fazer
Porque posso enlouquecer...
Se não fizer amor contigo...
Se não fizer amor contigo!
E quando chove, até parece,
Que nunca mais vai parar,
Só o teu sorriso vai fazer
O sol tornar a brilhar...
Mas por enquanto, a chuva cai...
E esta saudade não se vai...
Eu só quero ter-te perto de mim,
E so quero estar contigo, assim,
Já não sei o que fazer
Porque posso enlouquecer...
Se não fizer amor contigo...
Se não fizer amor contigo!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Prometido é devido!

E como tal seguem as fotos aqui do sítio... Este fim-de-semana passeámos um pouco e o bom tempo ajudou, então resolvi aproveitar porque cheira-me que o bom tempo não deve continuar por muito mais tempo. Assim sendo, deixo aqui algumas belezas:


















Bonito, não acham???

Cat***