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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Não fiques com alguém que não está certo nem te deixa certa de que é isso...

Hoje li um texto de um site que expõe exactamente aquilo que penso, mesmo que por vezes não siga.
Baseia-se num excerto de uma série:

“- Existe uma palavra em alemão: Lebenslangerschicksalsschatz. E a mais próxima tradução seria ‘O tesouro do destino ao longo da vida.’ E Victoria é  ’wunderbar’, mas ela não é minha Lebenslangerschicksalsschatz. Ela é minha Beinaheleidenschaftsgegenstand, sabe? Isso significa ‘Aquilo que é quase aquilo que você quer, mas não completamente.’ E é isso o que Victoria é pra mim.
– Mas como sabe que ela não é Lebenslangerschicksalsschatz? Talvez com o passar dos anos ela se torne mais Lebenslangerschicksalsschatz.
– Não, não, não. Lebenslangerschicksalsschatz não é algo que se desenvolve ao longo do tempo, é algo que acontece instantaneamente. Atravessa você como água de um rio depois da tempestade, preenchendo e esvaziando você ao mesmo tempo. Você sente isso em todo o seu corpo. Nas suas mãos. No seu coração. No seu estômago. Na sua pele. Já se sentiu assim com alguém?
– Acho que sim.
– Se tem que pensar a respeito é porque não sentiu.
– E tem absoluta certeza que encontrará isso um dia?
– É claro. Eventualmente todo mundo encontrará. Só que nunca saberá onde ou quando.”
(How I Met Your Mother)

E o texto é o seguinte:

"Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve.
Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.
Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros.
Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa.
Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você.
Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais.
Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados.
Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.
Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações.
Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira.
Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você.
Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois."
(www.deuruim.net)

Para mim hoje é isto... e que pensam aí desse lado?




quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Horrorizada!

Hoje fiquei horrorizada quando tentei comprar algumas meadas de linha para bordar ponto de cruz, finalmente voltei a fazer qualquer coisa com estas maozinhas de fada... =) 
Descobri que na minha cidade e nas duas mais proximas ja nao existem meadas de linha para bordar: porque ja ninguem compra, porque ja ninguem sabe fazer... Encontrei um misero expositor numa das lojas da cidade visinha e a vendedora ainda me disse: -Se quiser aproveite para levar ja mais porque sao as ultimas e ja nao vem mais! So se conseguir na Internet....

Estou ESCANDALIZADA!!!

E triste... nao me digam que vou ter de encomendar material directamente do pequenino pontinho a beira mar plantado... era mesmo so o que me faltava!

...







terça-feira, 5 de agosto de 2014

A vontade voltou...

A vontade de escrever voltou!
Depois de tantos meses longe, voltei a ter esta necessidade. O facto de estar a escrever com um teclado alemao nao ajuda devido a falta de acentuacao. Talvez se escrevesse em alemao ficasse mais correcto, mas embora ja perceba muitas coisas e ja consiga escrever e falar algumas outras, a verdade e que nao julgo que seja para ja suficiente para fazer valer em palavras o que me vai na alma.


Acho que nem em portuges o consigo fazer.
Talvez a maioria de voces nao saiba, mas estou quase ha um ano a viver na Alemanha e entretanto muito se passou na minha vida. Muitas vitorias, muitas mudancas... sou finalmente uma enfermeira reconhecida ca e estou a trabalhar na profissao que escolhi. Nao ganho balurdios mas ganho mais do que se tivesse ficado em Portugal, onde o que provavelmente me esperava era o desemprego. Aprendi uma lingua nova e fiz novos amigos. Por outro lado deixei a minha familia e pessoas que me sao queridas la tao longe na patria que viu ir embora. E outro preco a pagar foi o fim do meu casamento! A verdade e que a culpa nao foi da emigracao, como precocemente se possa pensar. Ao fim de cinco anos de casamento, a distancia so deu um empurraozinho a algo que ja se adivinhava como certo.
Se estou feliz? Muito!
Se me arrependo? Nunca!
Se consigo sorrir sempre? Quase!
Se nao choro? As vezes tambem acontece!

Tenho saudades do vosso feedback ai desse lado do ecran...

Hoje estou melancolica. Nao se passou nada de diferente na minha rotina, nem houve nada em especifico que me tenha feito pensar no que passei ate aqui. Mas hoje estou assim... So ist das Leben!
Estou com vontade de me dedicar a outras coisas, a coisas que gosto como a fotografia por exemplo! Agora tenho tido outras oportunidades e quem sabe um dia destes chego a tirar o curso de fotografia que tanto quis durante a minha adolescencia. Pessoas entram na nossa vida enquanto outras saem. Assim como os nossos objetivos se vao alterando, os nossos gostos mudam e as nossas vontades modificam-se, mas eu vou permanecendo fiel a mim propria e a minha essencia! Se perco algo pelo caminho? Certamente, mas nao me perco a mim!


***Cat

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Os desabafos (continuação)

Capítulo IV (Continuação)

30 de Abril de 2013
Recuperei o meu telemóvel no fim-de-semana, mas como pessoa sortuda que sou, passou o prazo de carregamento no domingo e como é óbvio a minha mãe não mo carregou. Hoje na escola, o Miguel estava muito bem-disposto apesar do pouco contacto que tivemos no fim-de-semana. Carinhoso, deu-me toda a atenção que eu precisava depois do ambiente que tenho vivido em casa.
Praticamente não vi a Cátia ao longo do dia, exceptuando os períodos de aula. Tentei combinar com ela para almoçarmos juntas mas o Miguel apareceu e a Cátia acabou por se sentar com outros colegas. Acho que o Miguel a intimida! Ela também não tem estado a passar um bom momento e sei que não tenho estado lá para ela mas tenho precisado desse tempo para estar com Miguel, já que não tenho muitas oportunidades. Ela que me desculpe, mas é mesmo assim, não tenho oportunidade para mais…"

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Depois de algum tempo...


"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. 
Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. 
Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. 
Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. 
Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. 
Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. 
Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor perante a vida!
As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

Um texto que penso ser deste senhor, William Shakespeare. Uma grande lição de vida e que me apeteceu postar hoje! Boa semana a todos.


Beijinho,
Cat*

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Relações interpessoais

Olá a todos!

Como sabem, mudei-me para a Alemanha há 4 meses. Têm sido meses deveras intensos, como podem perceber pela minha ausência aqui no blog. Estou a viver uma experiência nova, que normalmente é vivenciada por muitos durante a passagem pela Universidade, mas que para mim só chegou agora, partilhar casa com várias pessoas...
Dez pessoas a viver na mesma casa, dez pessoas que nem se conheciam. Criam-se afinidades, mas como é óbvio também existem atritos. No geral estou a gostar da experiência, mas e muitos dias sinto falta da minha casa, das minhas coisas, de não ter objectos de outras pessoas espalhados pela casa, de poder arrumar quando quero e como quero e não com horários estipulados...
A amizade vai crescendo como é normal apenas com uma ou duas pessoas, com as restantes são convívios "forçados" ou mesmo apenas tolerância da sua presença. Tenho falta das pessoas que me conhecem e que sabem o que valho. Não tenho muitos amigos, nem o faço com facilidade. Tento proteger-me e com isso por vezes não me deixo conhecer e afasto as pessoas. Por outro lado aproximei-me de pessoas no início que entretanto se revelaram completamente diferentes, posso dizer até que me senti e ainda me sinto magoada. Outro problema é a minha dificuldade em superar estas "traições"! Dou tudo por tudo pelas pessoas de quem gosto e de quem me considero amigo, mas se me "traem" ou magoam não é fácil para mim perdoar-lhes. Tenho-me sentido mais em baixo ultimamente e sinto falta também do vosso carinho, de vocês que estão aí desse lado a ler estas linhas de escrita atabalhoada e sentimental. Sinto-me carente, por vezes perdida e sozinha...

Mas nem tudo tem sido mau. Cada vez conheço mais portugueses cá, apesar de ser uma cidade muito pequenina. Ambientei-me bem no local de trabalho, gosto do sítio e das pessoas em geral. Tive sorte com a pessoa que nos recebeu cá e que tem sido incansável na tentativa de nos proporcionar o maior conforto possível. As aulas de alemão continuam a correr bem e posso dizer que já desenvolvi bastante desde que cá estou. Tem sido uma experiência rica, nem sempre fácil (por vários motivos, como podem calcular) mas que me faz sentir que estou no caminho certo para a minha realização pessoal. Também nunca ninguém disse que ser emigrante era fácil e foi uma decisão que tomei em consciência. Seguem assuntos por resolver, como o marido continuar em Portugal a trabalhar, o que também não ajuda, mas como diz o Português: "Devagarinho, se vai ao longe!". E eu quero ir longe e vou fazer por isso!

Obrigada por continuarem por aqui!

Beijinhos,
Cat*